quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Paciente em estado vegetativo se comunica em ressonância


Um canadense considerado em estado vegetativo há mais de uma década foi capaz de se comunicar com cientistas por meio de sua atividade cerebral monitorada em um exame de ressonância magnética. Scott Routley, de 39 anos, foi questionado durante um exame e foi capaz de relatar aos pesquisadores que não sentia dor.

Esta é a primeira vez que um paciente com danos cerebrais graves e sem capacidade de comunicação conseguiu dar respostas consideradas clinicamente relevantes.

Os médicos de Routley dizem que a descoberta significa que os manuais médicos precisam ser reescritos.

O caso do canadense é relatado em um documentário produzido pelo programa Panorama, da BBC, que vai ao ar na Grã-Bretanha na noite desta terça-feira (13). O programa acompanhou vários pacientes em estado vegetativo ou em estado mínimo de consciência na Grã-Bretanha e no Canadá por mais de um ano.

Mente consciente

Os pacientes em estado vegetativo saem do estado de coma para uma condição com períodos nos quais ficam acordados, com os olhos abertos, mas sem percepção de si mesmos ou do mundo exterior.

Routley sofreu danos cerebrais em um acidente de carro há 12 anos. Nenhum dos exames físicos desde então haviam mostrado sinal de consciência ou de habilidade para se comunicar.

Mas o neurocientista britânico Adrian Owen - que coordenou a equipe de pesquisadores no Instituto de Cérebro e Mente da Universidade de Western Ontario, no Canadá - diz que Routley claramente não está em estado vegetativo.

"Scott foi capaz de mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Nós o examinamos várias vezes e seu padrão de atividade cerebral mostra que ele está claramente escolhendo responder nossas questões. Acreditamos que ele saiba quem é e onde está", diz Owen.

"Perguntar a um paciente algo importante para ele tem sido nosso objetivo por anos. No futuro, podemos perguntar o que for possível para melhorar sua qualidade de vida. Podem ser coisas simples como o entretenimento que damos a eles ou a hora do dia em que eles são lavados e alimentados", observa.

Consciência

Os pais de Scott Routley dizem que sempre acreditaram que ele estava consciente e que conseguia se comunicar levantando um polegar ou movendo seus olhos. Mas isso nunca tinha sido aceito pelos médicos.

O neurologista Bryan Young, que cuidou de Routley por uma década, diz que os resultados dos novos exames alteraram todas as análises de comportamento que haviam sido feitas ao longo dos anos. "Eu fiquei impressionado e espantado com o fato de ele ter sido capaz de mostrar essas respostas cognitivas. Ele tinha o quadro clínico de um típico paciente vegetativo e não mostrava nenhum movimento espontâneo que parecesse significativo", diz.

Análises tradicionais de Routley, desde que ele deu as respostas nos exames de ressonância magnética, continuam a sugerir que ele esteja em estado vegetativo. Young diz que os textos médicos precisam ser atualizados para incluir a técnica de Owen.

Outro paciente canadense acompanhado pelo Panorama, Steven Graham, foi capaz de demonstrar que havia acumulado novas memórias após ter sofrido danos cerebrais. Graham responde "sim" ao ser questionado se sua irmã tem uma filha. Sua sobrinha nasceu após seu acidente de carro, há cinco anos.

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Maior Brasileiro de Todos os Tempos

NO DIA DE ALLAN KARDEC – 3 DE OUTUBRO –, CHICO XAVIER É ELEITO O BRASILEIRO MAIS IMPORTANTE DE TODOS OS TEMPOS
Carlos A. Baccelli
Na noite do dia do nascimento de Allan Kardec, 3 de outubro, Chico Xavier, em referendo promovido pelo SBT – Sistema Brasileiro de Televisão –, com 71,4% dos votos, é eleito o “brasileiro mais importante de todos os tempos”!
Parece, sem dúvida, que o Mundo Espiritual, fora do âmbito do Movimento Espírita, preparou esta mensagem para todos os brasileiros, mas, principalmente, para os adeptos do Espiritismo.
Veja quem tenha olhos de ver e ouça quem tenha ouvidos de ouvir!
Concorrendo com dois finalistas, dos considerados 100 maiores brasileiros da história, Chico, através de escrutínio popular, venceu a Princesa Isabel, que assinou a “Lei Áurea”, e a Santos Dumont, denominado o “pai da aviação”. Nas semanas anteriores, em confronto direto, ele já havia superado a Irmã Dulce, grande missionária da Bahia, e a Ayrton Senna, um dos maiores desportistas do Brasil e do mundo.
Sabemos que tal homenagem pouco interessa a Chico, mas, afinal, não é disto que se trata. Chico Xavier, pela sua vida extraordinária, deixou de ser ele mesmo, para ser um dos maiores símbolos da Fé de todos os tempos – e a verdade é que a Humanidade nunca esteve tão carente de Fé quanto agora!
A vitória de Chico, tampouco, representa a vitória do Espiritismo. Não, longe disto. A sua vitória foi a vitória da crença na Imortalidade, da Bondade, da Honestidade, e, sobretudo, do amor a Jesus Cristo – foi a vitória do Evangelho!...
Tem razão um confrade espanhol de Palma de Maiorca, na Espanha, Pedro Vaquer, quando, no V ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER E SUA OBRA, realizado em Votuporanga, Estado de São Paulo, considerou, em sua fala brilhante, que Francisco Cândido Xavier bem poderia se chamar “Caridade”!
Notemos que, desde a sua desencarnação, ocorrida em 2002, o Mundo Espiritual vem trabalhando em torno do que o nome de Chico passou a representar neste país, fadado a ser “Coração do Mundo” e “Pátria do Evangelho”. Isto é profundamente sintomático, e tomara que todos nós, adeptos da Terceira Revelação, compreendamos este recado do Alto, que deixou de ser implícito para ser o mais explícito possível.
As Obras Mediúnicas da lavra de Chico Xavier devem ser incorporadas à Codificação, porque, sem elas, o Espiritismo, de fato, não possui a mesma amplitude doutrinária, que, a partir delas, adquiriu.
Mas, sobretudo, que não nos esqueçamos do que pode a vivência do Evangelho, qual Chico o demonstrou ao longo de toda a sua laboriosa existência de 92 janeiros, estabelecendo profundos laços espirituais com toda uma Nação, que hoje o reverencia como a maior luz que nela já resplandeceu.
Uberaba – MG, 4 de outubro de 2012.
 

Palestra - Davidson Lemela


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Allan Kardec - Aniversário


Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi educador, escritor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec, notabilizou-se como o codificador do espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita.

 

Missão de Allan Kardec



- "A missão dos reformadores está cheia de escolhas e de perigos e a tua é rude, disso te previno, porque é o mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar."

- Espírito de Verdade (Obras Póstumas) -


sábado, 22 de setembro de 2012

Encontro da Familia


Espírito, consciência e cérebro


Livro de neurocientista canadense apresenta um debate em favor da dissociação entre os fenômenos da consciência e as estruturas cerebrais
 
Juvenal Savian Filho
Tem sido muito comum encontrar na literatura científica defensores de uma identificação entre o funcionamento cerebral e os fenômenos da consciência humana, incluindo as experiências espirituais. Chegou-se mesmo a defender a existência de um gene de Deus, ou seja, um gene que predisporia o indivíduo à crença, à espiritualidade. É o caso do geneticista americano Dean Hamer, autor do livro O gene de Deus. Certamente Hamer não quer defender que o cérebro humano é quem “cria” Deus, mas muitos de seus seguidores chegaram à conclusão de que Deus é uma invenção, ligada à ação da serotonina, a molécula do bem-estar.
Na contracorrente dessa posição está o neurocientista canadense Mario Beauregard, que encontra também em pesquisas neurocientíficas bases para dissociar os fenômenos da consciência humana, sobretudo referentes à espiritualidade, dos meros mecanismos cerebrais. Suas pesquisas o levaram a falar na existência da alma como princípio imaterial e pensante de toda entidade dotada de vida. Mario Beauregard é membro do Centro de Pesquisa em Ciências Neurológicas e do Centro de Pesquisa em Neuropsicologia Experimental e Cognição da Universidade de Montreal. Ele respondeu às questões propostas pela CULT em passagem pelo Brasil, onde foi lançado seu livro O cérebro espiritual – Uma explicação neurocientífica para a existência da alma (Editora Best Seller).
 
Baauregard: "Para mim, a alma é o princípio pensante de toda entidade dotada de vida"
CULT – Seu livro faz menção aos limites do materialismo científico. O senhor poderia resumir a ideia central do materialismo?
Mario Beauregard
– A ideia central do materialismo consiste em que tudo o que existe tem uma causa material, isto é, uma causa governada pelas forças da natureza tais como compreendidas pela física clássica. Segundo o materialismo, a consciência e o espírito (quer dizer, os processos mentais) não podem existir independentemente do cérebro; e a crença numa vida após a morte seria absurda. Além disso, todas as crenças e experiências referentes a Deus e a mundos espirituais seriam fruto de superstições ou alucinações; o livre-arbítrio, ainda, seria uma ilusão.
Quais elementos o senhor encontra nas neurociências para afirmar que o materialismo não é suficiente para bem interpretar a vida cerebral?
Interesso-me particularmente pelos trabalhos em neurociência que visam compreender as relações entre o espírito, a consciência e o cérebro. Alguns desses trabalhos referem-se à experiência de morte clínica durante uma parada cardíaca. Quando há parada cardíaca, o cérebro deixa de funcionar depois de cerca de 10 a 20 segundos. Ora, muitos pacientes em estado de parada cardíaca parecem inteiramente capazes de experimentar processos mentais. Esse fenômeno demonstra que o espírito e a consciência não são gerados pelo cérebro.
Poderíamos falar de alma?
Para mim, a alma é o princípio imaterial e pensante de toda entidade dotada de vida. A alma faz parte integrante da Fonte (Deus) de tudo o que existe no universo.
Quando uma pessoa diz ter vivido uma experiência espiritual e captado aspectos não materiais da realidade, como podemos saber se isso que ela viveu não é uma criação de sua própria imaginação? O que nos leva a pensar que essa pessoa teve realmente a experiência de algo exterior, diferente dela mesma?
As experiências espirituais autênticas produzem frequentemente uma transformação psicológica marcada e positiva nos experienciadores. Uma tal transformação é acompanhada de uma maior capacidade de amar incondicionalmente, de não julgar o outro e de sentir a interconexão profunda com tudo o que existe. Efeitos benéficos como esses, e a longo prazo, não são associados ao imaginário ou a alucinações. É por isso que afirmo que as pessoas que vivem tais experiências entram em contato com uma realidade transcendente.
As neurociências podem fornecer um apoio para a afirmação da existência de Deus?
As neurociências englobam todas as disciplinas que estudam a anatomia e o funcionamento do sistema nervoso. Essas disciplinas procuram estabelecer ligações (ou correlatos) entre o sistema nervoso e as funções mentais (por exemplo, consciência, memória, atenção, emoções). A questão da existência de Deus não pode ser resolvida pela identificação de correlatos entre a atividade cerebral e a atividade mental.
O que o senhor pensa sobre a hipótese do “gene de Deus”?
Os resultados de numerosos estudos em genética indicam que os traços de personalidade e os comportamentos humanos implicam uma grande quantidade de genes. Assim, falar de um “gene de Deus” não tem sentido no plano científico e representa uma forma extrema de pensamento reducionista. É preciso precaver-se contra a tentativa de buscar uma explicação simples e única para todo fenômeno mental complexo; principalmente no que concerne à espiritualidade.